Endometriose: diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento?

Endometriose: diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento?

Apesar da ampla incidência de endometriose em mulheres na fase reprodutiva, com mais de 4 milhões de casos somente nos Estados Unidos, esse número representa apenas uma pequena parcela dos diagnósticos. Estima-se que cerca de 6 em cada 10 pessoas afetadas ainda não detectaram a doença, e esse atraso é considerado um fenômeno mundial. Como o diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento para endometriose, esse cenário oferece diversos riscos à saúde a longo prazo. Para entender melhor essa questão, conversamos com o ginecologista e membro da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) Dr. Diler Silva. Confira!

Diagnóstico precoce da endometriose evita que a doença afete órgãos importantes e comprometa a fertilidade

Diler explica que além do diagnóstico precoce ser fundamental para que não haja a necessidade de que a paciente faça uma intervenção cirúrgica, “evita o dano de órgãos nobres, como intestino, bexiga, nervo hipogástrico e raízes sacrais, ureter e, principalmente, pode evitar o desenvolvimento da infertilidade da mulher”.

Além disso, quando a endometriose não é diagnosticada em estágios iniciais, sintomas associados à patologia, como dor pélvica e durante a relação sexual, tendem a ser persistentes, causando um impacto significativo na qualidade de vida da paciente. Também pode ocorrer uma sensibilização central provocada pelo avanço da doença*, que aumenta a percepção da dor mesmo em locais que não estejam conectados anatomicamente aos focos de endometriose.

Como é feito o diagnóstico de endometriose

Segundo o especialista, o diagnóstico é feito no consultório através da história clínica da paciente, dos sintomas relatados e dos exames de toque vaginal, retal e de abdome. “A partir disso a gente vai fazer o mapeamento da doença, saber em que grau está e se está acometendo algum órgão vizinho. Para isso a gente usa a ressonância magnética e a ultrassonografia com preparo intestinal”, explica.

Em relação às causas que explicam a alta taxa de subdiagnóstico da endometriose, Diler afirma que muitas vezes o exame clínico do ginecologista geral não é abrangente o suficiente para conseguir visualizar os focos de endometriose. E que, além disso, as ultrassonografias simples não alcançam os focos de endometriose. “Só conseguimos fazer algum diagnóstico desse tipo quando tem um endometrioma, que é a endometriose do ovário, em um volume maior, aí sim desperta-se para endometriose neste casos”, finaliza o profissional.

Dr. Diler Silva

CRM RJ: 5268024-9

Professor do Instituto Crispi de Cirurgia minimamente invasiva, especialista em videolaparoscopia e endoscopia ginecológica, membro da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE)

* Clinical diagnosis of endometriosis: a call to action, disponível em sciencedirect.com, acessado em 26/01/2022

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