Endometriose tem cura? Saiba mais sobre o tratamento dessa doença

Endometriose tem cura? Saiba mais sobre o tratamento dessa doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a endometriose é uma doença crônica inflamatória provocada por células do endométrio, o tecido que reveste a cavidade uterina. Quando essas células se encontram fora da cavidade uterina, nas cavidades pélvica ou abdominal, ao invés de serem expelidas durante a menstruação, a endometriose pode se desenvolver, com sintomas dolorosos, em algumas pacientes. Existe tratamento eficaz para o quadro, mas nem sempre pode-se falar em cura.

Fatores que aumentam ou diminuem chances de cura da endometriose

“Existem várias classificações, vários graus de acometimento da endometriose e isso é o principal ponto para que se possa definir questões sobre o tipo de tratamento a se realizar, recidiva, persistência de doença e cura. Quando, por exemplo, lidamos com um quadro de endometriose profunda, com acometimento de vários órgãos, a proposta de tratamento é cirúrgica, pois permite a resolução da doença neste grau. Esta, quando feita adequadamente, gera um percentual significativamente alto de possibilidade de cura, dependendo da classificação de endometriose na qual a paciente se encontra”, afirma a ginecologista Helizabet Salomão Ayroza.

Segundo a especialista, a cirurgia de endometriose que segue uma técnica adequada e segue a anatomia corretamente, preservando os órgãos que devem ser preservados e retirando todos os focos da doença, atinge cerca de 85% de chance de cura. Acrescentando um tratamento medicamentoso, para associar ao tratamento cirúrgico, esse percentual de cura pode chegar até 95%.

“Tendo isso em mente, se alguém me pergunta se endometriose tem cura, eu respondo que sim, porém dependendo do grau da doença e de outros fatores, como faixa etária da paciente, tratamentos prévios, desejo reprodutivo, entre outros. Quando tudo é feito adequadamente, dificilmente a paciente vai ter recidiva. Quanto à faixa etária, sabe-se que o tratamento de pacientes entre 40 e 50 anos tende a ser mais tranquilo, com chances menores de retorno dos sintomas”, informa a médica.

Casos mais complicados dificultam a cura

Deve-se levar em conta também a persistência da doença, pois há casos em que os focos se encontram em locais mais complicados, como em regiões de nervos, onde em algumas situações a doença não pode ser retirada completamente. Esse tipo de obstáculo dificulta a cura. “Quando a paciente já tratou a doença antes, com medidas que não foram resolutivas, e o quadro apresenta um grau de acometimento mais severo, aí a situação tende a ser mais complicada de resolver”, conclui a profissional.

Dados do Ministério da Saúde:

bvsms.saude.gov.br

Dra. Helizabet Salomão Ayroza, ginecologista, especialista em cirurgia minimamente invasiva e endometriose- CRM-SP: 85.949

173391-210409